domingo, outubro 12

Rituais de acasalamento

Se há coisa que eu gostava de ter feito era de ter tirado um curso de sociologia, poder fazer uma daquelas teses que fossem mundialmente conhecidas, não só por ficar famosa mas sim por poder partilhar as minhas "descobertas" com todos.

Não há melhor sitio para se encontrar pérolas da sociologia do que uma discoteca ou bar. A verdade é que independentemente da idade que se tem os rituais de casamento são exactamente iguais, é indiferente se estivermos numa discoteca em que a média de idade ronda os 18 ou os 38, as técnicas são sempre as mesmas e os resultados a esperar também.

A única diferença entre um sitio e o outro é que no primeiro uma tipa é forçada a ouvir musicas fantásticas como "gasolina" ou o "together" ou uma banda qualquer que toca nos morangos com açúcar, enquanto no outro lado corremos o risco de entrar e estar a dar o YMCA e sermos cegados por um tipo que pensa que é o John Travolta.

Se esta gente anda à procura de alguém (para fazer a rodagem ao carro ou compra de um modelo mais familiar) porque é que continua a fazer os mesmos "erros", porque é que continua a usar as mesmas técnicas que usou sempre? Parece que a especie humana, e em particular a portuguesa, deixou de evoluir algures no tempo e continua a seguir as mesmas regras e comportamentos de engate.

Vá lá machos lusitanos, fazer uma roda em volta de um grupo de mulheres não vos torna os Don Juans, fingir que deixam cair um copo em cima de uma desgraçado muito menos.

Vá lá gajedo, fingir que são Mata Haris ou que têm os olhos da Bette Davids não resulta. Se estão interessadas num tipo mais vale atacar do que fingir de carneiro mal morto!

Cada vez mais acho que entendo cada vez menos sobre esta gente...

quinta-feira, outubro 9

Já sei quem é

Realmente eu mereço estas coisas, em vez de ser uma menina bem comportada que não se mete em chatices, que não reclama com a policia e engole os sapos mesmo quando a sua integridade física é comprometida.

Porquê esta conversa? Ora bem, sempre ouvi dizer que o mundo é muito pequeno e que realmente o que vos vou contar é a prova viva disso:

Ia calmamente a caminho da V quando reparo num homem que está à minha frente. A figura é reconhecida, a mochila que trás às costas também e a cara sem dúvida.

Feitiozinho (a pensar sozinha) – Mas aquele é o tipo que me tentou entrar no carro. Não acredito… Deixa lá ver… É mesmo, é o animal!

Lá vou andando a pensar que o animal ia entrar na NB. Podem imaginar o meu espanto quando o vejo a caminhar em direcção à V. Tinha a certeza que era ele e agora a ultima coisa que me faltava era trabalhar no mesmo sitio que eu.
Claro está que agora tinha uma nova missão, saber quem era o camelo e para quem trabalhava. Claro está que numa empresa toda a gente conhece meio mundo e outro tanto. Neste momento sei quem ele é, sei para que equipa trabalha e quem é o respectivo. Resultado?

O que o mais queria era ter uma reunião com este batráquio, passar o tempo todo a olhar para a cara dele, olhos nos olhos e no final despedir-me com um sorriso:
“encontramo-nos por aí, num tribunal qualquer perto de nós”

quarta-feira, outubro 8

I see dumb people

Estou fechada para duvidas parvas.


Não entendo o que se passa com as pessoas, bem sei que é mais fácil chatear outra pessoa e perguntar do que abrir um documento e ler.

Eu até dou de barato a primeira vez que alguém pergunta, até porque ninguém nasce ensinado. Da segunda vez começo a ficar com alguma urticária mas ainda dou o desconto. Na terceira vez, e agora que me desculpem mas, vão mas é apanhar onde o sol não brilha! E a resposta acaba sempre por ser “consulte a informação comercial” ou então algo do género ”como respondido no email que está em baixo, a informação pedida está na informação comercial, página x, linha y.”



Sim, isto chama-se passar um atestado de invalidez mental a uma pessoa, claramente dizer que ela ou é burra e não compreendo o que lhe é dito ou que então é iletrada e que está no sitio errado.

Gostaria de saber até quando é que é suposto uma pessoa ter calma e levar esta gente nas palminhas? Eu até sou uma boa moça, simpática e tal (quando calha), não gosto de andar a roçar a má educação, mas que esta gente precisa… precisa sim sra!



terça-feira, outubro 7

Seria de se esperar

Eu rapidamente explico... sair do trabalho num estado de espírito que só apetece morder as canelas aos tipos que nos passam à frente. Chegar a casa e ter que aturar perguntas idiotas como "Estás chateada?" ou então "o dia correu mal?" quando é óbvio pela minha cara que o dia foi mau e que eu estar chateada é a modos que dizer pouco.

Chegar ao gym e matar-me literalmente até o cansaço físico ser maior que o cansaço mental e desejar que uma vez em casa consiga finalmente ter paz e descobrir que provavelmente é algo difícil.

Recarregar as baterias porque amanha enfrentamos o 3º round na divisão criminal da PJ e esperar não ter mais filmes nem cenas tristes para contar aqui.


segunda-feira, outubro 6

Acabem comigo

O dia não podia ter corrido pior, e olhem que eu não sou tipa de me queixar por ser segunda feira mas desta vez acho que tive direito a uma entrada com pé esquerdo, com dois pés esquerdos…


Chego à conclusão que se as coisas correm bem à primeira é por pura sorte e que cada vez mais temos que verificar o nosso trabalho e também o trabalho dos outros. Não que pense que os outros são incompetentes, até porque eu serei uma “outra” para alguém, mas como já alguém dizia “se uma coisa pode correr mal é porque vai correr mal certamente”.


A sério que hoje não é um ataque banal de mau feitio mas se a minha alminha não tivesse ido a uma reunião (marcada a pedido e quase por favor) não tinha descoberto que a solução, na qual tem vindo a trabalhar no ultimo mês, é inútil e não tem qualquer aplicação prática. Pior ainda, é que para além de não ter aplicação prática não impede que seja necessário fazer outro requisito e recomeçar tudo de novo. Resultado final? A coisa que supostamente deveria sair na semana que vem tem um atraso superior a um mês.


Hoje é um daqueles dias em que eu apenas digo: “Acabem comigo!”

domingo, outubro 5

Guilty Pleasure #2

The Cure - Close to me




Ainda me lembro do tempo que perdi (e dos pentes que parti) a tentar fazer o mesmo som que os mocitos... até porque a ideia de meter alguém dentro de um armário mesmo à beirinha do penhasco já era um dos rasgos de mau feito que me passava pela cabeça...

Pirraça

Confesso que desta vez não estou com vontade que a semana comece. Eles são os stresses antes de lançar o "produto", os stresses de pensar que esta semana vou estar outra vez na policia pronta para o segundo assalto... Os stresses de pensar na casa e como é que vou conseguir aceder à porta 65.

O fim-de-semana passou a correr e eu estou esganada de sono, rabugenta e com vontade de me enfiar na cama até a semana acabar.

Alguém tem remédio para esta falta de vontade?