Aqui vai mais uma pérola a explicar a nossa bela crise:
The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.
Sendo 6ª feira 13 a malta anda toda aos cucos, com medo de escadas, gatos pretos, coisas de azar, bruxas e afins. Pois eu confesso que tenho mais medo do sábado dia 14, o afamado dia dos namorados.
Digam-me lá, já entraram no consumismo desenfreado e comprar as boxers aos vossos namorados? Ou então o belo do ursinho de peluche para a moçoila? Não há nada que me faz mais confusão do que estas merdas criadas por os tipos de marketing (hmmm, calma lá, também sou uma tipa dessa raça… reformulando…), essas bostas criadas pelo mercado para que a malta consuma mais.
Esta porcaria basicamente começou porque um tipo (imperador Cláudio II) decidiu proibir os casamentos porque achava que isso afastava os moçoilos dos seus exércitos. Mas como a malta andava muito apaixonada houve um bispo que decidiu desafiar o imperador, celebrando os casamentos às escondidas. O nosso querido Valentim foi condenado à morte porque ter desafiado as leis, sendo que enquanto esteve preso a malta jovem ia atirando flores dizendo que ainda acreditavam no amor.
No meio destas pessoas estava uma jovem, que por sinal era cega, que se apaixonou perdidamente por Valentim. Não sei bem o que aconteceu depois mas reza a história que a mocita recuperou a vista e que os dois acabaram por se casar. Mais tarde encontrou-se uma carta de amor, na qual constava a assinatura “do teu Valentim”, expressão essa que ainda hoje é utilizada. O nosso caro Valentim acabou por ser morto no dia 14 de Fevereiro de 270, motivo pelo qual hoje festejamos o seu dia como o dia dos casais e enamorados.
No inicio do ano perguntaram quais seriam os meus campos de interesse no que dizia respeito à formação profissional para o magnifico ano de 2008, o que confesso que me deixou a pensar um pouco, mal de mim se deixasse passar tal oportunidade para me formar e informar mais um bocadinho.
Com algumas pesquisas feitas aqui e ali decidi que podia aproveitar a formação de “condução de reuniões” até porque se há coisa que me tira o tino da tina é ter uma não reunião para discutir um não assunto sobre um não problema. Assim sendo nos últimos dias tenho estado em formação para aprender (se calhar o termo melhor é relembrar e reforçar) como manter a calma e tentar fazer com que as coisas não descambem muito.
Com alguma teoria e jogos daqueles que não sou particularmente fã fui avançando na formação, decidida que ia aproveitar ao máximo. Como toda a formação que se preze tivemos o direito à simulação filmada, recriar, gravar para depois ver e analisar. Como podem imaginar o meu magnifico feitio fez que eu representasse o “Velho do Restelo” , personagem sempre tão presente nas minhas reuniões e com quem tenho que lidar (ou pelo menos tentar) durante o dia-a-dia. Posso dizer que passei as simulações inteiras a dizer mal de tudo o que era discutido, sendo que na maior parte das vezes nem sequer dizia nada de jeito ou com o mínimo sentido mas a verdade é que deu para perceber que este tipo de pessoas consegue deixar toda a gente frustrada.
Tanta me embrenhei na personagem que ao fim de um ou duas simulações me perguntavam se tudo aquilo era baseado em alguém real ou se era apenas improviso, ao que não pude deixar de me rir. A verdade é que é preciso ter muita calma para lidar com este tipo de situações e nem sequer estou a falar daqueles velhos do Restelo, falo do que supostamente deveriam tomar decisões mas que têm medo, falo daqueles que gostam de se ouvir falar e que teimam em não se calar, falo daqueles que sabemos que têm algo de importante para dizer mas que têm vergonha de mais para o dizer, falo daqueles que trazem problemas e conflitos passados entrar em choque directo com outro desgraçado qualquer que por acaso veio à mesma reunião.
Sei que calma é uma coisa que não tenho, principalmente quando parece que entramos numa creche pré-primária em vez de numa sala de reuniões e que em vez de magníficos profissionais temos crianças a discutir por uma chupeta, mas prometo (juro q prometo) que vou tentar aplicar aquilo que me foi passado!



Confesso que não é um conhecimento recente mas ao fim de tanto tempo decidi dedicar um bocado do meu tempo para esta gente sem espinha.
A pedido de muitas almas desesperadas decidi começar uma mini rubrica chamada "O manual das mães". A verdade é que, apesar de toda a gente ter uma, muito poucos são aqueles que podem dizer que compreedem a máquina por detras de tudo aquilo que conhecemos por mãe.