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sábado, novembro 28

Estilo de liderança: boicote

Sempre me perguntei até que ponto iria para garantir o meu sucesso, quais os meus limites, se consideraria "atropelar" alguém para atingir o meu objectivo. Da mesmo forma, sempre achei que o meu sucesso deveria depender só de mim, das minhas competencias, erros e aprendizagens, mas acho que infelizmente estou a chegar à conclusão que devo ser a unica.

Agora que estamos na era do "tudo é válido", onde os incompetentes conseguem vencer só porque são bons mentirosos, onde os estilos de liderança e coordenação de pessoas passa pelo boicote, pela frustração total dos que à nossa volta trabalham, gostaria de saber de onde é que vem aquele animo de sair da cama e ir sorridente à nossa vida.

Gostaria era de saber porque é que deverei ser leal ou me preocupar minimamente quando do outro lado não vejo nada. Alias, digo mesmo que sendo assim não me sinto minimamente forçada para dar o tal "extra mile", vestir a camisola. Se é incompetencia que estão a premiar é incompetencia que vão ter... pois aqueles que andam com os outros às costas vão deixar de se preocupar, vão procurar novos barcos e navegam em direcção ao sucesso e satisfação.

Oh minha gente, que tal abrir os olhinhos e deixar de passar a perninha ao que está ao vosso lado?

quinta-feira, março 19

O que nos faz batalhar

Hoje recebi mais uma má noticia, não que não estivesse à espera mas a tendência é sempre para esperar pelo melhor. Uma pessoa é positiva, tenta fazer sempre tudo o que pode mas chego à conclusão que o optimismo não é suficiente, mesmo que se lute, berre e grite o resultado acaba sempre por não depender sempre de nós. Penso que desistir não é solução, não fosse eu a teimosia em pessoa, obstinada até chatear quem me atura, sempre achei que se algo não correr como estava à espera, que pelo menos fiz tudo o que estava ao meu alcance.


Só espero que esta “crise” não tenha força o suficiente para vergar tanta gente como se espera, porque se muitos de nós aguenta o peso e toda a pressão, há outros que nem por isso e que lentamente vão perdendo as forças e acabam por desistir. Sonhos são sonhos, se fossem fáceis de se realizarem usaríamos outra expressão, talvez realidades… O sonho pressupõe esforço e luta, pressupõe esperança e muita paciência.


Quero que saibas que se depende de mim tudo vai correr pelo melhor, e que se agora tudo parece mais negro será apenas para que daqui em frente se consiga dar mais valor às coisas e ao que conseguimos alcançar!

segunda-feira, novembro 17

Turista por uma tarde

Não há nada que me dê mais prazer do que passear na minha linda e bela Lisboa, fingir que sou turista por um dia, andar, tirar fotografias, parar em lugares históricos e olhar tudo como se fosse a primeira vez. Confesso que ao fim de tantos anos consigo sempre encontrar algo de novo, algo em que nunca tinha reparado, e isso meus carissimos é simplesmente fantástico!

Portanto, como podem imaginar, este fim-de-semana estive a sassaricar pelas ruas da baixa pombalina mas a verdade é que para além de mistura de gentes, barulhos, cheiros descobri que (e agora das duas uma e deixo ao vosso critério) devo ter um ar de estrangeira e para além disso gaja que anda a dar nos fumos. Ok, eu explico-me melhor....

Tal como todos os caminhos vão dar a Roma, todas as idas à baixa vão dar à Rua Augusta, certo? Bien, estava feliz e contente ( e sim, eu consigo fazer "feliz e contente") a descer a dita cuja em direcção ao Tejo juntamente com o J, quando fomos açambarcados por uma resma de tipos que nos queriam vender as coisas mais curiosas... eles eram saquinhos com erva (que mais parecia uma mistura de coentros e salsa), a pozinhos de perlim pim pim brancos, passando belas famosas "barrinhas de chocolate" e acabando em óculos de sol. Para ajudar à festa não houve um unico que falasse em português.

Isto leva-me a outras questões, como é que estes tipos vendem as mézinhas à descarada, mesmo de baixo das barbas da policia e não lhes acontece nada? Mas que raio de país é este? No sitio mais movimentado de Lisboa temos gajos que andam a abanar saquinhos com produtos duvidosos no meio da rua e a policia sorri e deseja um feliz natal? Mas será que os senhores nos uniformes estão a dormir? Ou então devem pensar que agora com esta história da ASAE já não lhes compete fiscalizar este tipo de actividade?

O que me espanta é que se em tempos estes fulanos apenas se limitavam a roubar os óculos da Sun Planet (sim, aquela na própria Rua Augusta) e correr loja fora, para mais tarde os venderem a um estrangeiro qualquer, agora já estão mais internacionais, diversificando os produtos e as línguas que falam...

Tenho pena que as coisas cheguem a este ponto e que num dos sítios mais bonitos e turísticos de Lisboa seja literalmente forçada a dizer que não quero comprar nada mais do que 10 vezes nuns escassos 5metros...

Coisas à parte, continuo a achar que Lisboa é uma cidade lindíssima e que nunca me irei fartar de ser turista por uma tarde!

domingo, outubro 26

Depois disso? Só castrado!

Lembram-se de no fim-de-semana vos ter dito que tinha terminado em beleza?
Lembram-se ainda de vos ter dito que tinha encontrado o palácio perfeito para o meu real rabo andar descansado de um lado para o outro?

Pois é, venho por este modo vos informar (não que acredite que necessitem deste tipo de informação mas chamar à atenção nunca é demais e normalmente que vos avisa vosso amigo é, certo?) que o camelo castrado, batráquio assexuado me ligou na sexta para me informar que tinha entregue as chaves do "meu" palácio a um pedinte qualquer. Como podem imaginar o estado de espírito foi de tal forma violento que para conter o diluvio de palavrões que voaram pela minha cabeça tive que morder a língua...

Honestamente espero que aquele animal arrende a casa a um tipo que não lhe pague, a alguém que lhe parta aquela porcaria toda, que lhe suje tudo, que deixe o raio do apartamento pior do que Nova Orleães depois de ter passado o Katrina!

Não que lhe esteja a desejar mal, longe disso... só quero que ele apanhe um susto ou que tenha um azar assim maior, nada de muito grave... só assim uma coisa chata... mas também quem é que lhe manda ser um ordinário troca tintas!?

segunda-feira, setembro 1

A vida está para quem pode(r)

Sei que não costumo fazer este tipo de post mas infelizmente começo a ficar incomodada com o nosso belo país à beira mar plantado. Não me vou por a dramatizar e tudo mais, até porque aquelas alminhas que passam a vida a chorar e a personificar o velho do Restelo metem-me nojo, mas adiante…

Gostava de saber quem é que é que me consegue explicar porque é que uma pessoa se mata a trabalhar que nem um animal, que renuncia a vida familiar, a saúde mental e outras coisas mais para chegar a uma altura e não ter direito a nada. Será que vocês ainda estão à espera de receber a vossa bela reforma?! Será que vocês que descontam 20, 30 ou 40% do vosso ganha pão para a segurança social está a contar receber alguma coisa em troca quando estiverem nos anos de ouro das vossas vidas!? Mas o que me daria um enorme gozo era saber se vocês ainda pensam que o trabalho que têm vos é garantido só porque vocês são competentes, bons profissionais, dedicados…

Peço desculpa por ser eu a culpada por vos acordar para uma realidade mas…. Mas a verdade é que a vida está para aqueles que conhecem e para aqueles que estão rodeados pelo “poder”. A vida está para os cabrões que dão a volta por cima sem pensar no que estão a fazer ou quais os custos a pagar. Pior ainda, a vida está para aqueles que vão ter a coragem de vos comer sem perder um nanossegundo de sono à noite ou sequer pestanejar quando chega a altura de responder.

15 anos de uma vida a trabalhar para a mesma instituição para se ser dispensada da noite para o dia com acusações falsas?! 20 anos a trabalhar para uma instituição para nos interromperem as férias a meio para nos dizerem que já não somos necessários?! Criar atritos pseudo-politicos e cargos de chefia que não existem só porque alguém está na reserva?!

Que se levantem agora e berrem, gritem em plenos pulmões porque se essa cambada não é filha da mãe não sei quem é… Que os mandem à merda e que lhes infernizem a vida porque esses animais não merecem respeito! Que lhes atem um corda ao pescoço que nem bácoros e os arrastem para a lama porque é lá que gostam de estar!

Eu que não sou de acreditar no karma e nesse tipo de coisas estou desejosa de ver quando é que isto se vai voltar para vos morder!

sexta-feira, junho 20

Eu triplico....

De olhos fechados e descordenadinho, eu triplico os golos, eu sou o Ricardinho....
Ricardinho se eu fosse como tu...


Enfim do resto da história já vocês sabem, o Ricardinho não abriu os olhos e fez uma magnifico hat-trick mas na própria baliza. Agora depois de tanta euforia os senhores estão de volta a casa com uma mãozinha à frente e outra atrás...


Bela despedida, sim Sr.!

segunda-feira, dezembro 10

Sem motivos

Sempre ouvi dizer que cada um sofre da maneira que quer… que não somos todos iguais e que portanto os nossos sentimentos não transparecem da mesma maneira. Se uns choram, babam e gritam outros são mais calados, não gostam de confusões e muito menos ter que ouvir palavras idiotas que lhes dizem como deveriam reagir, comportar e por aí adiante.

Penso que quase tudo é suportável quando o motivo é preocupante, sou capaz de compreender as coisas mais rebuscadas, a única coisa que me tira do sério são ataques aleatórios sem justificação. Não há nada pior do que querer chamar a atenção para si, não há nada pior querer tornar a situação única e exclusiva, querer ser o centro das atenções sem motivo aparente.

O pior é que essas pessoas não compreendem que o seu futuro é ficarem sozinhas, porque na realidade afastam as pessoas mais próximas, afastam todos aqueles que se preocupam, porque no final do dia mais uma discussão, mais um confronto começa a ser demais, começa a ser insuportável, começa a ser insustentável. O resultado é simples, uma pessoa aguenta, diz que sim, engole um sapo, uma rã, um lagarto e qualquer dia tem uma exposição de repteis e animais rastejantes dentro de si. Acho que daí à revolta o espaço é mínimo e quando tal acontece não há nada a fazer, não há amor, não há paciência, há desprezo, há irritação, há raiva.

“Depois de tudo o que lhe fizeram não me espanta que mal possa, que saia e desapareça, que nunca mais a vejam” e a verdade por mais triste é essa, as coisas vão acontecendo e quando se nota estamos no limite, estamos sem vontade de confrontos e sem paciência para discutir. Aí abrimos as asas, migramos para terras longínquas e de climas temperados, longe das tempestades que nos atacaram durante tanto tempo.