Confesso que as linhas de apoio ao cliente me tiram do sério, então as das empresas provedoras de serviços de Internet matam qualquer réstia de paz interior.
Contrata-se um serviço de ADSL com uma empresa com nome de um animal verde e saltitante e, apesar de se pagar uma barbaridade para se ter tráfego limitado e velocidades pouco convincentes ainda temos que respirar fundo, contar até um milhão e ganhar coragem quando o magnifico serviço deixa de funcionar.
Passo 1 – Sobreviver à voz da simpática senhora que nos pede inúmeros dados, conta de telefone, sem fios ou com fios, problema de isto ou aquilo. Respira-se fundo e damos todas as informações possíveis e imagináveis.
Passo 2 – Não desesperar quando a musiquinha toca de fundo e nos mandam esperar sem nos dizer até quando.Passo 3 – Falar com o simpático assistente.
Bem, este terceiro passo tem muito que se lhe diga, porque a verdade é que toda a informação que tão corajosamente fornecemos para nada serviu, porque esta simpática criatura vai voltar a perguntar tudo de novo.
“Número de telefone, username, sem fios ou com fios”, ao fim de 5 minutos perdidos com informação já divulgada começamos a falar do nosso problema, daquilo que realmente nos aflige e que nos fez ligar em desespero de causa. Normalmente fazem mais um milhão de perguntas, dizem uns palavrões técnicos complicados, passam-nos um atestado de invalidez cerebral quando nos explicam onde ficam o botão start, aquele que fica no canto inferior esquerdo do nosso monitor. Até aqui tudo bem, porque a verdade é que se há muito boa gente bem informada informaticamente, há uns coitados que não dão uma para caixa, mas continuando…
Após nos terem feito um diagnostico complicadíssimo, perguntas e mais perguntas (só não nos perguntam se somos casados e se queremos tomar um copo na 6ª porque isso seria falta de profissionalismo) chegam à conclusão que está tudo bem (pelo menos do lado deles) e que realmente não entendem o que se passa.
Solução: Mandar alguém a nossa casa.
Neste momento já passamos 1hora ao telefone, estamos já com suores frios de tanta raiva e impotência perante a situação. Agora só temos que pensar como vamos abrir a porta ao tipo que supostamente vem a nossa casa entre as 9h e as 13h da tarde. Isto sim, é gozar com que trabalha!
Mas não se enganem, o raio do bicho saltitante, verde e gosmento não é o único. Temos sempre o “Trio de Odemira” com a famosa e irritante frase do “há coisas fantásticas, não há?” a fazer estragos na paciência do pobre consumidor. Estes também funcionam de uma forma simples. Para além de nos obrigarem a subscrever serviços que não queremos (magnifico telefone VoIP) ainda temos que mandar um fax/email para os cancelarmos, sim… isto não pode ser feito via telefone.
E por falar em telefone, é sempre fantástico ouvirmos “ estimado cliente, devido ao volume do tráfego o tempo de espera poderá ser superior a 5minutos”, principalmente quando as chamadas são pagas e a solução apresentada não nos serve para nada. Temos sempre a típica resposta do “ O problema não é nosso, é seu” algo que nos faz pensar que estamos a terminar uma relação amorosa mas calma… normalmente o que é dito é “o problema não és tu, sou eu”, estou a ver a situação de forma errada?!
Solução: Mandar alguém a nossa casa.
Temos exactamente o mesmo problema com o horário, coisa óbvia tendo em conta que são ambas da PT. Fazem os mesmos testes, passam lá horas a fio, de rabo espetado para o ar, para nos dizerem “ Tem que substituir os cabos todos da casa” – Ora pois claro, partir parede e tudo, mais alguma coisa amigo?!
A sério, estes senhores tiram-me anos de vida!